domingo, 13 de outubro de 2013

A arte de dobrar papel!

A cultura oriental é fascinante! 


Neste blog, vou apresentar algumas idéias que podem ser praticadas com a arte de dobrar papel, o ORIGAMI.
 A palavra Origami é formada por dois caracteres: ORI que significa dobrar e KAMI que significa papel. A palavra Kami também significa Espírito de Deus.
Os origamis começaram a aparecer no período Edo japonês, que gira entre 1603 e 1867. Para os praticantes iniciais do origami, o grande problema era o papel, uma vez que esse era um artefato caro e difícil de encontrar. Mas o tempo passou e a ciência descobriu formas mais simples de produzir folhas de papel, o que levou o papel a ter um valor muito mais acessível. Em épocas como esta, as técnicas de origami eram passadas de geração em geração pelas famílias japonesas. Esse fato acabou transformando a arte do origami numa herança cultural entre os japoneses. só em 1845, foi publicado o primeiro livro contendo vários modelos de origamis, mostrando passo a passo, como cada peça era dobrada e produzida. Com isso, a arte do origami se tornou ainda mais popular no Japão, sendo adotada como atividade recreativa pelos japoneses.
Não é mágica, é arte! Dar um formato tão bonito ao papel é algo sublime! mas você pode ir além, pode dar vida ao a forma que criou. Como fazer isso? Basta usar a IMAGINAÇÃO! Vejamos algumas idéias:

 DOBRA, QUE LÁ VEM HISTÓRIA!...
Com o auxílio de suas dobraduras,você pode contar a história do patinho feio, que na realidade é um lindo e gracioso cisne, mas ainda não sabe disso...Pode relatar as aventuras que este patinho muito simpático e corajoso passa diariamente, devido a estas características e por ser muito divertido conquista muitas amizades, até mesmo a de um gato selvagem! Tudo é possível!!
Você também pode contar a história de um garoto que mora na fazenda, com uma rotina muito diferente da nossa que moramos na cidade, o garoto entende tão bem os animais que quando seu primo que mora no centro de São Paulo vai visitá-lo, tem a certeza de que seu primo fazendeiro é capaz de falar com os animais e vice versa!
Tudo é possível basta usar sua criatividade e habilidade. Chegamos em um ponto importante: "HABILIDADE".
 Você pode pensar que não tem habilidade nem paciência para fazer dobraduras, este pensamento esta errado! Existem muitos Origamis simples, que podem ser feitos até mesmo por crianças pequenas em sala de aula. Veja alguns exemplos:
Com paciência e determinação temos a capacidade de realizar grandes feitos com o papel, não desanime com as dificuldades do início, aprenda brincando! Ficará surpreso com a sua capacidade! Assim que começar o difícil será parar! Outras formas de se utilização:

O Origami é arte; poque não utilizá-lo como decoração?
Veja como é possível transformar o ambiente com estes incríveis mobiles de Tsuru (garças):
Também pode ser um lindo presente para a garota, amiga ou mamãe!
Um presente feito pelas suas próprias mãos, ninguém esquecerá!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Tsuru no densetsu..(A lenda do Tsuru)

Era uma vez um camponês muito pobre. Vivia em uma cabana tosca e seu único alimento eram algumas verduras que colhia de sua terra cansada. Um dia, ele encontrou um grow machucado, com a asa destroçada. Por isso ele não podia voar e buscar alimento: isto o deixou muito fraco, à beira da morte. O camponês teve pena da ave, cuidou de sua asinha e pacientemente, colocou em seu bico algumas sementes. Sua bondade a livrou da morte e quando ela pode voar o camponês a soltou. Alguns dias depois, uma mulher adorável apareceu em sua casa e pediu que lhe desse abrigo por uma noite. O camponês, por ser bom, não negaria esta caridade a ninguém, mas a beleza da mulher fez com que ele acreditasse que deixá-la dormir em sua pobre cabana era realmente uma honra. Os dois se apaixonaram e se casaram. A noiva era delicada, atenciosa e tinha tanta disposição para o trabalho quanto era bonita, e assim eles viviam muito felizes. Mas para o camponês, que já tinha muita dificuldade em viver sozinho, ficou muito difícil cobrir as despesas que sua nova vida de casado lhe trazia. Preocupada com esta situação, a esposa disse ao marido que produziria um tecido especial (tecer era um trabalho comum para as mulheres nessa época). Ele poderia vendê-lo para ganhar dinheiro, mas ela alertou que precisaria fazer seu trabalho em segredo, e que ninguém, nem mesmo ele, seu marido, poderia vê-la tecer. O homem construiu uma pequena cabana nos fundos de sua casa e lá ela trabalhou, trancada, durante três dias. O marido só ouvia o som do tear batendo, e a curiosidade e a saudade que tinha de sua bela mulher fazia com que estes dias demorassem muito para passar. Quando o som de tecelagem parou, ela saiu com um tecido muito bonito, de textura delicada, brilhante e com desenhos exóticos. A tecelã lhe deu o nome de “mil penas de Tsuru”. Ele levou o tecido para a cidade. Os comerciantes ficaram surpreendidos e lutaram entre si para consegui-lo. O vendedor pagou com muitas moedas de ouro por ele. O pobre homem não podia acreditar que tão de repente a sorte começasse a lhe sorrir. Desde então, a esposa passou a trabalhar no valioso tecido outras vezes. O casal podia, com o fruto da venda, viver em conforto. A mulher, porém, tornava-se dia após dia mais magra. Um dia, ela disse que não poderia tecer por um bom tempo. Ela estava muito cansada. Seus ossos lhe doíam e a fraqueza quase a impedia de ficar em pé. O camponês a amava muito e acreditava naquilo que ela dizia, porém, tinha experimentado a cobiça e como havia contraído algumas dívidas na cidade, pediu para que ela tecesse somente por mais uma vez. No princípio ela não aceitou, mas perante a insistência do marido, cedeu e começou a tecer novamente. Desta vez ela não saiu no terceiro dia, como era de costume. E o homem ficou preocupado. Mais três dias se passaram sem que ela aparecesse. E isso começou a deixar o marido desesperado. No sétimo dia, sem saber mais o que fazer, ele quebrou sua promessa, espiando o serviço de tecelagem que ela fazia. Para a sua surpresa, não era sua mulher que estava tecendo. Arqueada sobre o tear encontrava-se um grow, muito parecido com aquele que o camponês havia curado. O homem mal pode dormir à noite, pensando o que teria acontecido com a mulher que amava. Amaldiçoava-se por ter sido insaciável e praticamente ter obrigado a sua querida esposa a tecer mais uma vez. Na manhã seguinte, a porta da cabaninha se abriu e o camponês com o coração aos saltos fixou seus olhos na porta, esperançoso em ver sua esposa sair dela com vida. A mulher saiu da cabana com profundas olheiras, trazendo o último tecido nas mãos trêmulas. Entregou-o para o marido e disse: - Agora preciso voltar. Você viu minha verdadeira forma, assim, eu não posso ficar mais com você! Então, ela se transformou em uma ave, o grow (garça) e voou, deixando o camponês em lágrimas.